terça-feira, 11 de setembro de 2007

Sample: criatividade ou falta de...?

Por Hiroshi

O quê a gente pode considerar como um sample? Sample vem do inglês “amostragem”. É um trecho que você pega de uma criação de alguma outra pessoa - seja um pedaço de uma música, um trecho de um fonograma, um trecho de um vídeo, um frame de um vídeo, um pedaço de uma foto - e utiliza em outra criação, ou em outras obras intelectuais.

Por exemplo: você ouve um disco de um autor “x”; tem um fonograma lá de um samba. Você “sampleia” (pega um trecho) daquele pandeiro que está ali, e usa aquele pandeiro para fazer outra base rítmica de uma outra canção, e fixa isso em outro fonograma. Você “sampleou” uma música e está usando aquele sample em uma outra obra. É a mesma coisa se você utilizar um ou vários frames de um vídeo - de alguém jogando bola, ou fazendo qualquer coisa - e utilizar em uma outra obra.

A partir de uma pequena amostragem você pode criar uma outra obra totalmente original ou não - é possível puxar uma base inteira sem ter um grande esforço intelectual no sentido de fazer este sample ser algo que crie uma obra totalmente diversa daquela que a antecedeu, ou criar uma outra obra totalmente criativa e original.

A história do sample é interessante de ser discutida hoje em dia pelo seguinte: o sample é uma nova ferramenta de criação que até então não tinha sido pensada, não tinha pensada no sentido de você usar fragmentos, usar elementos de obras de terceiros pra criar outras obras intelectuais. É uma história que já vem da década de 70, 80, não é algo novo. Mas hoje a grande maioria das pessoas tem computador em casa e existem softwares de edição de áudio e de extração de fragmentos sonoros de fonogramas de fácil acesso. Acho muita hipocrisia samplear de outras pessoas e não deixar que seu material seja sampleado.

Voltando ao ponto de vista jurídico, é interessante ter alguns cuidados quando se fala em sample. Em se tratando de música, a gente trata basicamente de uma obra fonográfica, e a fixação sonora de uma obra musical, ou lítero-musical num fonograma. A obra fonográfica é uma obra intelectual da qual o/a produtor/a fonográfico, o/a dono/a do fonograma, tem direito sobre. Então tem que ter muito cuidado quando a gente está falando de sample porque pra usar um sample, você tem que ter autorização.

Fonte de apoio: http://www.kinooikos.com/

Há quem condene o uso de sampler em obras musicais – e isso inclui o RAP – e outros que aceitam “numa boa”.

Muitos artistas já tiveram dores de cabeça devido ao uso de sampler em suas criações. Bonde do Tigrão, Madlib, Snoop Dogg, Michael Jackson entre outros – muitos – dividiram bancos de tribunais em busca de alguns “trocados” por direitos autorais.

E você o que acha? O sampler no RAP é, de certa forma uma falta de criatividade, ou, pelo contrário, mostra que quem canta RAP não deve se prender exclusivamente ao estilo e tem que ouvir de tudo e ir além? Deixe sua opinião. Vamos discutir!



Vou deixar alguns exemplos de samples que encontramos em produções de RAP que são mais conhecidos.

Música: Facção Central - Abismo Das Almas Perdidas
Sample: Vince DiCola - Training Montage

Música: Facção Central - Bala Perdida
Sample: Millie Jackson - A Child Of God Its Hard to Believe

Música: Facção Central - Castelo Triste
Sample: Barry White - Mellow Mood I

Música: Facção Central - O Menino Do Morro
Sample: Alicia Keys - Rock With You

Música: GOG - Quando O Pai Se Vai
Sample: Paulo Diniz - Como?

Música: Racionais Mc's - Diário De Um Detento
Sample: Edwin Starr - Easin In

Música: Racionais MC's - Fórmula Mágica Da Paz
Sample: Bar-Kays - Attitudes

Música: Realidade Cruel - Ao Menos Uma Vez
Sample: Jimmy Bo Horne - (The Long to be) Close To You

Música: Realidade Cruel - Sinal Da Cruz
Sample: Isaac Hayes - Walk On By

Música: Thaide & DJ Hum - Malandragem Da Um Tempo
Sample: Azimuth - Vôo Sobre o Horizonte

e ainda...

Música: Dr. Dre - The Next Episode
Sample: David Axelrod - The Edge

Música: Beyonce & Jay-Z - Crazy in Love
Sample: The Chi-lites - Are You My Woman

Tenho aqui ao todo umas 40 versões originais que foram samplaedas por grupos de RAP. Há ainda no Orkut comunidades relacionadas ao tema.

Quero deixar também um agradecimento especial a todos que visitam e comentam. Os comentários são meu pagamento, meu incentivo para continuar com o blog. Sem eles não acho o porquê de dedicar meu tempo para o mesmo. Valeu, podicre.

3 comentários:

Anônimo disse...

então...
acho q se o cara souber samplear e deixar o baguio daora!
eu acho uma puta criatividade e inteligencia do produtor...
mais pegar base pronto e usar pedaços..
dai já nao vira!

em minhas bases eu uso samplers como base feita na hora com criatividade e páh!

é um baguio muito relativo... pq pra mim pra fazer as melhores base, esta nos sampler...

melhor exemplo ai...
FACÇÃO CENTRAL
as mlehores base para o melhor grupo...

mais ou menos isso!


salve salve rapaah
salve slave Gadiego q faz minhas Bases...

hehe

valeeo

Mano PEPSi RH disse...

Pode cre Hiroshi...
um forte abrasso pra fortalecer u blog..q naum pode parar....
fmzx...
eu naum tenhu mais net em kza....
mais sempre ki poder eu dou um jeito de kolar aki...

fika na PAZ.!!!!@!

Anônimo disse...

quem conhece o rap,a historia do rap sabe como tudo começou,samplear faz parte do rap,...
salve salve